segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Cabelos no chão e roupas espalhadas. De repente o dia já era noite , noite de lua cheia , aniversário , e quando eu pisquei de novo o ano já havia acabado. Era o início de mais um ciclo e embora tivesse deixado mil coisas para trás , ainda existia em mim um pedacinho de cada uma delas. Criar uma história do zero não é fácil , se reconstruir fica difícil quando não dá para simplesmente passar uma borracha e não lembrar do passado , tudo faz parte. A gente acorda e adormece , adormece e recorda das noites perdidas no tempo , dos pensamentos que foram perdidos ou até mesmo do tempo que não foi suficiente. Pisar o chão gelado quando sai do banho de água morna , é assim que eu me sinto agora.
domingo, 14 de dezembro de 2014
Eu nunca tinha visto nada parecido , nem sentido nem sequer metade das milhares de sensações que eu senti. Como posso definir quem eu era antes de tudo isso aqui.? São olhares e toques diferentes ,um mundo mais semelhante ao meu.
Agora eu entendo o porquê de eu não saber o que é poder "ser". Ser o que a sociedade não permite ,ser quem você quiser ser sem ninguém precisar saber e nem ver. Quando a luz apaga e a gente tem a sensação de não saber quem é : ou a gente mergulha e descobre ou esquece(enlouquece) de vez.
sábado, 13 de dezembro de 2014
A menina continuava acreditando na vida , nos dias e nas pessoas.
Talvez ela tivesse o grande defeito de desacreditar de si mesmo; da sua forte e conturbada personalidade que muitas vezes fazia com que se esquecesse de até mesmo respirar.
Ela comandava o mundo dentro da cabeça , seu corpo sempre foi o seu mundo e por isso na maioria das vezes a chamavam de egoísta demais por não ter como comparar a sua realidade com a dos outros
Ela via cor onde não havia nada e onde tudo havia , ela não achava graça.
Talvez ela tivesse o grande defeito de desacreditar de si mesmo; da sua forte e conturbada personalidade que muitas vezes fazia com que se esquecesse de até mesmo respirar.
Ela comandava o mundo dentro da cabeça , seu corpo sempre foi o seu mundo e por isso na maioria das vezes a chamavam de egoísta demais por não ter como comparar a sua realidade com a dos outros
Ela via cor onde não havia nada e onde tudo havia , ela não achava graça.
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