Penso que minha vida poderia ser outra, se minhas escolhas fossem outras escolhas, se as pessoas que convivo fossem outras pessoas e os lugares que eu frequentasse fossem outros lugares.
Eu entendo que tudo é fruto das nossas próprias decisões e não me arrependo de nenhuma delas apesar de muitas terem sido terrivelmente mal escolhidas, mas era exatamente o caminho que eu precisava percorrer para entender.
Imagino a vida como um círculo infindável de começos, fins e recomeços; e não sei o que seria da vida se não fossem os recomeços e os nossos vários amores, os vários amores que encontramos por aí, são eles que nos ajudam a pular de um andar para o outro sem se jogar, porque a cada fim é de verdade a primeira vontade que dá.
Quando falo em amores, não falo só das paixões, falo das nossas vontades, dos desejos que passamos a ter, daqueles que deixamos para trás também e das mudanças, mesmo aquelas que mais tememos.
A mudança é o que mais me dá medo, ela é assustadoramente bonita e frágil. É bonita porque me fez conhecer o que eu não conhecia, mas a fragilidade da mudança existe e não dá para descartar, a mudança traz para junto de si um bando de dúvidas e de confusões.
E por isso sou um ser em eterna construção- transformação - desconstrução e não sei mais o quê.
E sim, talvez eu não queira mesmo saber. Talvez eu queira fugir mais uma vez. Talvez eu não saiba como lidar, talvez eu só não queira enfrentar, talvez eu só quisesse me esconder.
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